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Meio-dia pras 4

Carnaval rendezvous

Escrito em 24/02/2017
Breno Airan


Romanos na Decadência do Império (Thomas Couture, 1847)

O momento do ano mais esperado pelos brasileiros nunca foi o Natal, mesmo o país sendo um dos mais cristãos do mundo. E, nele, quem sofre mesmo é o peru. Jesus fica em segundo plano.

Pulando de cruz em cruz, o povão gosta mesmo é do Carnaval. Do suor, da purpurina, dos biquínis, da cerveja gelada em cima da mesa, da música de vitrine e da safadeza. É algo bem nosso – e os turistas parecem adorar.

Todas as vezes que esse período chega, a palavra “encontro” se faz ainda mais presente em mim, como as relações que se estabelecem nesses quatro ou cinco dias de folia.

É tato, é contato, é um abraço coletivo na vida. Fica sempre evidente a força que existe por trás disso. A gente vive intensamente todos os dias como se fosse o último. O que importa é o agora. É o momento presente. 

Por uma fagulha de tempo na nossa história de vida, a aparência é de que estamos mesmo vivendo o hoje, sem a importância retórica do passado ou as preocupações causticantes do futuro.

Mas Carnaval é mera ilusão. Nós fazemos o exercício certo por vias erradas. Quem sabe se exagerássemos menos... E existe meio exagero?