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Meio-dia pras 4

Ápeiron

Escrito em 15/04/2017
Breno Airan


Noite estrelada (Van Gogh, 1889)

Tenho fé que um dia, nessas cidades de muro baixo do interior alagoano, eu encontre forças pra reescrever o livro perdido de Anaximandro.

Do mesmo jeito que o ápeiron tira, ele devolve. Praquele grande filósofo cosmológico, essa balança das leis naturais funcionava assim. 

Se algo vive, morre. Se se percebe, perece. E o contrário: se se perdeu, no futuro é achado.

E um achado desses, seu livro perdido em Mileto, pode ser encontrado em cada um que, no íntimo, se arrisca a compreender a grandiosidade do quinhão de céu que nos cerca.

No entanto, sem definir, sem limitar onde se quer chegar. Multiversos em multiuniversos. Estrofes com rimas pobres, porque a riqueza está sempre nos detalhes. Nos azinhavres.

Tenho fé que não me repito mais.